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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mostra-me os teus dentes e dir-te-ei o que comes!

Estudo europeu interliga rugosidade dentária à dieta alimentar dos animais! 

Um estudo liderado pelo departamento de Geologia da Universidade de Leicester, Reino Unido, acaba de provar que os nossos dentes são moldados pelos que alimentos que escolhemos colocar na boca. Isto prova que realmente ‘somos o que comemos’.

A investigação, realizada por uma equipa internacional de paleontólogos e biólogos, demonstra que amostras de dentes podem ser utilizadas para determinar o que um animal em particular tem consumido. Isto significa que os cientistas podem agora saber mais sobre a alimentação de animais selvagens sem terem de analisar o conteúdo de seus estômagos.

Foi descoberto que ,em alguns casos,  a aspereza dos dentes é um guia mais fiável para perceber a dieta do que olhar para o estômago de um peixe, porque o conteúdo do estômago apenas diz o que um animal comeu poucas horas antes de ser capturado e não o que normalmente come.

Segundo o estudo, publicado no jornal da Royal Society Interface, a rugosidade da superfície do dente pode revelar o que um animal comeu. Isto mostra que há uma estreita ligação entre a rugosidade dos dentes e uma dieta, uma vez que os dentes de animais que comem alimentos duros têm superfícies dentárias mais ásperas do que as de animais que comem alimentos macios.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Harvard apresenta nova pirâmide dos alimentos!

Exercício físico e café são novas sugestões!

O Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard propôs substituir a pirâmide ou roda dos alimentos, apresentando a figura de um prato que mostre quantidades aconselháveis e incluindo exercício físico e corrigem as alegas falhas do guia alimentar My Plate, sugerido pelo departamento da agricultura norte-americano. Os especialistas dizem que esta sugestão é baseada em investigação mais atual, sem interesses da indústria nem pressões políticas e, para além disso, dá recomendações mais específicas e precisas.

O novo guia de alimentação aventa ser mais informativo e intuitivo do que o modelo piramidal, já que as proporções dos alimentos a ingerir são mais explícitas. A proposta é encher metade do prato com fruta e legumes, um dos quartos restantes é para cereais e o outro é reservado a proteínas (recomendando peixe, aves, feijão e nozes), mas inclui ainda óleos vegetais e um copo de água, que pode também ser substituído por uma chávena de café ou chá (limitando para crianças), sumos e alerta para não exagerar no leite.

Quanto a óleos, o esquema em forma de prato refere o azeite e outros óleos vegetais, mas avisa para limitar gorduras como a manteiga. Esta nova pequena roda dos alimentos inclui ainda o exercício físico, um sector que até agora nunca tinha sido abordado. A sugestão principal deste esquema alimentar é ter um “prato colorido” e variado.

Alguns especialistas criticam de forma negativa o "My Plate" por parecer ser mais a favor de ir buscar proteína à carne vermelha do que ao peixe.

Referências

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Doença Pulmonar Crónica Obstrutiva (DPOC)

Sabia que de acordo com a Organização Mundial de Saúde, 210 milhões de pessoas no mundo sofrem de DPOC?

A DPOC é uma doença crónica, progressiva e parcialmente reversível, que ataca os pulmões e tem como principais características a destruição dos seus alvéolos. Ocorre com mais frequência em homens com avançada idade e fumadores. A tuberculose é ,também, um factor de risco.ao aparecimento desta doença.
Estima-se que em 2020 esta doença se torne a terceira principal causa de morte

Atitudes como não fumar, ter uma alimentação saudável, fazer exercício físico regularmente , e consumir bebidas alcoólicas de forma moderada, podem estar associadas não só à diminuição do risco de desenvolvimento de doenças crónicas como ao prolongamento da vida e da própria qualidade de vida.

Um novo estudo realizado pelo Center Disease Center (CDC), concluiu que a ausência de quatro comportamentos saudáveis, como não fumar, alimentação saudável, exercício físico regular e consumo moderado de bebidas alcoólicas, ​​poderá originar grande parte das mortes relacionadas com doenças crónicas. O relatório acerca do estudo publicado no American Journal of Public Health, refere que, mesmo a prática de apenas um destes comportamentos poderá fazer a diferença para a duração da vida.

Nesta investigação, os pesquisadores usaram dados de 16958 indivíduos, com idade igual ou superior a 17 anos, que participaram do estudo National Health and Nutrition Examination Survey III Mortality Study de 1988 a 2006. A amostra foi considerada representativa dos indivíduos residentes nos Estados Unidos da América.

Foram realizadas várias associações entre os quatro comportamentos de baixo risco e a mortalidade, e foram descritos os seguintes resultados :

• O número de comportamentos de baixo risco foi inversamente proporcional ao risco de morte, ou seja, quanto maior número de comportamentos de baixo risco, menor o risco de morte.
• Em comparação com os participantes que não tinham comportamentos de baixo risco (isto é, pessoas que fumavam, não realizavam exercício físico, não tinham hábitos alimentares saudáveis e consumiam álcool de forma não moderada), os indivíduos com os 4 comportamentos de baixo risco tinham 66% de menor risco de morte por cancro, 65% de menor risco de morte por doenças cardiovasculares, e 57% menor risco de morte por outras causas.
• 40 a 50% dos participantes já tinham praticado, pelo menos, um dos quatro comportamentos saudáveis.

Segundo os investigadores do CDC, o objectivo deve ser a prática conjunta destes quatro comportamentos saudáveis.

De acordo com outro estudo, da Universidade de Maastricht, na Holanda, que foi publicado recentemente no American Journal of Clinical Nutrition, mulheres com um estilo de vida saudável, que pratiquem uma alimentação de acordo com os fundamentos da alimentação mediterrânica, que pratiquem exercício físico regularmente, que não fumem e que mantenham um peso saudável, podem viver 15 anos a mais do que mulheres que não possuam estes comportamentos, enquanto para os homens, o efeito destes hábitos saudáveis ​​parece ser de cerca de 8,5 anos.

Referências
Ford ES, Zhao G, Tsai J, Li C. "Low-risk lifestyle behaviors and all-cause mortality: Findings from the National Health and Nutrition Examination Survey III Mortality Study". American Journal of Public Health, published online ahead of print 18 August 2011.

Piet A van den Brandt. "The impact of a Mediterranean diet and healthy lifestyle on premature mortality in men and women".Am J Clin Nutr, First published online 27 July 2011.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Redução do teor de sal no bacalhau

Sabia que é possível reduzir a quantidade de sal no bacalhau, mantendo as suas propriedades e sabor?

Uma equipa de investigadores da Universidade Politécnica de Valência conseguiu reduzir em 50 por cento a quantidade de sal no bacalhau já dessalinizado, obtendo assim um produto final que preserva todas as propriedades sensoriais e que é particularmente adequado para pessoas com hipertensão.

Segundo a investigação, publicada no Journal of Food Engineering, a chave para reduzir a quantidade de sal no bacalhau é substituir parcialmente sódio por potássio após o processo de dessalinização.

Os resultados de vários estudos que foram realizados em laboratórios da UPV também mostram que o peixe mantém todas as suas propriedades de sabor, textura, etc. Como ainda contém bastante sal, pode ser armazenado sob refrigeração para quando for necessário.

Este novo método proposto por cientistas espanhóis responde a uma procura cada vez mais importante da indústria de alimentos para o desenvolvimento de produtos com pouco sal.

Com esta técnica, abrem-se portas para oferecer um produto novo, tanto para os consumidores que, por razões médicas, devem ter pouco sal na sua dieta, como ao público em geral, que são aconselhados a reduzir sua ingestão de sódio. Além disso, através da substituição de cloreto de sódio com cloreto de potássio podemos obter um produto ainda mais saudável.

Referências
http://www.cienciahoje.pt/

sábado, 22 de outubro de 2011

Dinamarca cria taxa para alimentos que engordam

A Dinamarca torna-se o primeiro país do mundo a introduzir imposto em produtos ricos em gordura prejudicial à saúde!

Produtos ricos em gordura, como manteiga, leite, queijo, pizza, carne, óleo, azeite e alimentos processados vão pagar mais impostos na Dinamarca. A taxa extraordinária para produtos que engordam será aplicada sempre que os alimentos contiverem mais de 2,3% de gordura saturada. 

O nível de obesidade na Dinamarca é inferior ao de outros países ricos, mas o governo acredita que é hora de agir. De acordo com a AFP, um pacote de 250g de manteiga sofrerá um aumento de mais de 14%, enquanto o litro do azeite custará 7% a mais. 

A medida tem gerado polémica entre os consumidores, que terão de gastar mais no supermercado, mas também entre os porta-vozes da indústria. 

A Federação Dinamarquesa de Alimentos e Bebidas diz que a decisão pode levar muitos cidadãos a cruzar a fronteira e fazer as compras na Alemanha. Nas vésperas do aumento, os dinamarqueses correram em massa aos supermercados, gerando falta dos alimentos que iriam subir de preço. A população fez compras em grandes quantidades de produtos como manteiga, queijo e azeite. 

A medida também não é consensual entre os cientistas. Uma parte da comunidade científica defende que a gordura saturada não é necessariamente o maior inimigo da silhueta. Alguns especialistas referem que mais nocivo é o excesso de sal, de açúcar e de hidratos de carbono refinados, presentes em alimentos como o arroz e o pão branco, massas, biscoitos, bolachas e outros feitos a partir de farinha de trigo refinada.

Um estudo recente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revela que o índice de obesidade na Dinamarca está abaixo dos índices de outros países ricos. Em 2005, 11% da população dinamarquesa podia ser considerada obesa, enquanto a taxa de excesso de peso no país era de 45%. Entre os países da OCDE, os números eram de 16% e 50%, respectivamente.

O que se espera é que a Dinamarca seja um dos muitos países a adoptar esta medida! 


Referências
http://www.tvi24.iol.pt/

domingo, 2 de outubro de 2011

Alimentação das crianças

Sabia que a alimentação das crianças nos primeiros anos de vida pode afectar o desenvolvimento do QI?

Os investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, basearam o seu trabalho em dados do estudo ALSPAC, realizado com 14 mil crianças nascidas entre 1991 e 1992, e que faz um acompanhamento a longo prazo da saúde dos participantes.

Neste âmbito, os pais das crianças completaram questionários detalhados sobre o tipo de comida e bebida que os seus filhos consumiam aos três, quatro, sete e oito anos e meio. Depois disso, periodicamente, as crianças foram submetidas a testes de inteligência, segundo a escala de Wechsler. Os resultados revelaram que aquelas cuja dieta era pouco saudável apresentaram um QI menor do que os que tinham uma alimentação equilibrada. 

De acordo com os investigadores, os padrões de alimentação entre os quatro e os sete anos não tiveram impacto no nível de inteligência das crianças, mas apenas o tipo de dieta mantida até aos três anos. Verificou-se que os efeitos cognitivos relacionados com os hábitos alimentares nos primeiros anos de vida podem persistir mesmo alterando a dieta.

Apesar dos resultados obtidos neste estudo, os investigadores acreditam que serão necessários novos trabalhos para se perceber melhor os efeitos sobre a inteligência de determinados tipos de dieta em idades mais avançadas.

Referências

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Happy Meal será mais saudável a partir de Setembro

É já a partir de Setembro que o McDonald`s vai tornar o Happy Meal mais saudável.

Depois de pressionado por pais e grupos de consumidores, a popular refeição para ciranças vai passer a ter uma maça e menos de metade das batatas fritas.


A mudança será feita nos 14 mil restaurantes norte-americanos até final do primeiro trimestre do próximo ano.

O Happy Meal é servido actualmente com maçã fatiada e molho de caramelo. A nova porção de fruta será menos de metade e não terá qualquer molho a acompanhar. Ao todo, serão 600 as calorias a menos no Happy Meal.

Segundo a Reuters, outras cadeias de fast food estão a tornar as refeições para crianças mais saudáveis nos EUA, como é o caso do Burger King, que já não apresenta nos seus menus infantis as batatas fritas e os refrigerantes.



Referências

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ovos importantes para boa dieta alimentar

Uma alimentação equilibrada e saudável contém ovos, ricos em proteínas, vitaminas e minerais e associados à sensação de saciedade e controlo do peso.


O consumo de ovos não provoca o aumento significativo dos níveis de colesterol no sangue, para grande parte das pessoas, provam-no estudos recentes. Até seis ovos por semana, não foram ainda encontradas relações entre o seu consumo e problemas cardiovasculares.

A sensação de saciedade que o consumo de ovos cria ajuda a manter uma boa dieta, defendem alguns estudos. Comê-los ao pequeno-almoço reduz o apetite e o consumo de calorias durante o resto do dia.

Existem outros possíveis benefícios da gema. O seu consumo ajuda a diminuir o risco de perda de visão nos idosos, revelam outros ensaios.

O elevado teor em vitamina D é também relevante, dado não haver muitos alimentos com essa característica.

O risco potencial da ingestão de ovos levantado pela Salmonella, bactéria potencialmente patogénica, é suplantado pelos benefícios para a saúde. Alguns cuidados caseiros e o facto de a indústria ter melhorado as suas práticas de produção aumentam a segurança do consumo.

Bem conservar e confeccionar

A forma como os ovos são conservados em casa determina a segurança alimentar. Bactérias como a Salmonella podem ser encontrados na casca do ovo, pelo que é essencial lavar as mãos após o manuseamento, prevenindo que alguns microrganismos contaminem outros alimentos cozinhados.

Não lave a casca do ovo, pois está protegida com uma película que evita a entrada de bactérias pelos poros. Se a casca estiver muito suja e precisar de ser lavada, consuma de imediato.

Mantenha os ovos no frigorífico, pois tal reduz o crescimento da Salmonella. Evite oscilações acentuadas de temperatura, para não produzir condensação de água na casca. Tal favorece o desenvolvimento bacteriano e a sua entrada no interior do ovo. O calor elimina esta bactéria, mas tem de cozinhar os ovos, no mínimo, a 70ºC
Limpe e desinfecte as superfícies após a preparação dos ovos e tenha cuidado para não contaminar comida já cozinhada.

Os ovos devem ser totalmente cozidos caso se destinem a crianças, idosos, grávidas e doentes. 


Referências:

sábado, 18 de junho de 2011

Mosto da uva pode reduzir danos da radioterapia

Conheça a tese de doutoramento que reuniu equipas espanholas e brasileiras!


Os efeitos de um antioxidante presente no mosto da uva, a quercetina, pode ser benéfico na redução dos danos no sistema nervoso produzidos pela radioterapia usada no tratamento do cancro, aponta um estudo do Instituto de Biomedicina da Universidade de León (Ibiomed), Espanha.


O mosto é o sumo obtido das uvas, após serem espremidas, destinado à fermentação alcoólica para a elaboração do vinho.

Estudos prévios realizados pela Ibiomed e pela Universidade Federal de Santa Maria, Brasil, já tinham mostrado que existem efeitos antioxidantes em diferentes componentes do mosto, trabalhando principalmente com a quercetina, a rutina, o ácido gálico, o ácido caféico e o resveratrol.

No início, o grupo de investigadores brasileiros trabalharam as propriedades da melatonina dos extractos sólidos da uva, principalmente na pele. Posteriormente, a bebida foi distribuída entre voluntários humanos para testar os efeitos benéficos da actividade antioxidante da uva, observando, através das análises sanguíneas realizadas aos voluntários antes e depois de consumirem o mosto, diferenças "significativas" na capacidade antioxidante perante os raios gama.

Com estes dados, os cientistas espanhóis dedicaram-se a analisar os efeitos da quercetina sobre os danos provocados pela radiação, a longo prazo, uma área menos explorada que a radiação num curto espaço de tempo. Para isso realizaram um estudo com ratinhos da raça Wistar, onde foram avaliados, tanto os efeitos na fase aguda, equivalente a três dias de radioterapia em seres humanos, como a longo prazo, de 30 dias. Os cientistas tiveram em conta que as sessões de radiação nos roedores eram maiores do que nos seres humanos, ou seja, um mês de tratamento em ratos equivale a meio ano de tratamento em seres humanos.

O grupo separou os ratinhos em dois grupos diferentes: a um deram água com açúcar e ao outro mosto, para que o bebessem de forma voluntária. Os cientistas explicaram, em comunicado, que “para conhecermos os benefícios para o consumo humano devemos repetir o comportamento humano: ninguém bebe apenas o sumo, geralmente, combina-o com água e bebe-o durante todo o dia”.

O nível de radiação a que os animais foram submetidos na experiência foi o equivalente a uma pessoa submetida a radioterapia.

O resultado mais significativo desta investigação foi que os fígados dos ratinhos que não beberam mosto estavam 25% menores do que os que tinham consumido. Além disso, também observaram mudanças significativas nas enzimas antioxidantes, especialmente no denominado superóxido dismutase.

Referências:

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Top das descobertas do simpósio na Universidade de Wageningen

Conheça com o Live Well Nutrition o top 5 das descobertas com mais impacto na nossa vida da área da nutrição.

Durante um simpósio na Universidade de Wageningen, Holanda, 140 pessoas, na sua maioria cientistas holandeses da área da saúde e nutrição escolheram as 15 descobertas da nutrição, desde 1976, que acreditam terem tido um enorme impacto na nossa vida.

De entre as 15, apresentamos as que ocupam os 5 primeiros lugares.


O ácido fólico previne defeitos de nascimento

Esta descoberta derrubou o dogma de que ter uma dieta aparentemente equilibrada fornece quantidade suficiente de todos os nutrientes. De facto, está provado que a suplementação periconcepcional com ácido fólico previne a maior parte dos casos de espinha bífida e anencefalia. 
A adição subsequente de ácido fólico aos alimentos base na América do Norte reduziu claramente a incidência destas anormalidades congénitas. É muito importante que a mulher ingira ácido fólico antes de engravidar pois estes defeitos de nascimento ocorrem na sua maioria nas primeiras semanas de gravidez, quando a mulher ainda não sabe que está grávida. 



Efeitos dos ácidos gordos trans na saúde 

A descoberta dos efeitos adversos dos ácidos gordos trans nas lipoproteinas do sangue e na incidência da doença cardíaca continua a afectar as directrizes nutricionais e a composição alimentar a nível mundial. Ao longo do século vinte, o endurecimento parcial dos óleos com a concomitante produção de ácidos gordos trans tinha sido o pilar da indústria alimentar, com enormes investimentos na investigação e fábricas. Tudo isso está a ser eliminado agora, e a substituição de parcialmente hidrogenados por óleos não- processados é provável que previna muitos enfartes do miocárdio. 

Regulação nutricional da transcrição de genes 

Exemplos deste mecanismo são a maneira como os ácidos gordos da dieta regulam a síntese hepática de ácidos gordos e o breakdown via receptores nucleares, mas as descobertas vão além disso. A biologia molecular está a abrir a caixa preta da regulaçãodo metabolismo intermediário e isto tem consequências para a nossa compreensão do metabolismo de vitaminas, proteínas, lípidos e hidratos de carbono, e do desenvolvimento de doenças. 

Progresso na medição das calorias ingeridas

Essencial a esta descoberta foi a técnica doubly labeled water para a estimação da energia gasta e consumida. A aplicação desta técnica a humanos demonstrou que a tradicional história alimentar e os métodos de recordação subestimavam o consumo de energia, e que este viés aumenta com o aumento de gordura corporal. O paradoxo de que quanto mais obesa for uma pessoa, menos aparenta comer intrigou os cientistas, mas foram precisas muitas medições de doubly labeled water e anos de debate antes de ser aceite que as pessoas obesas comem mais que pessoas magras, pelo menos em populações com variação limitada de actividade física. A questão foi sensível porque os resultados dos estudos da doubly labeled water pareciam culpar os sujeitos obesos, e pareciam também desacreditar as técnicas de recordação tão amplamente usadas na nutrição e dietética. 

O tecido gordo como um órgão endócrino

Esta descoberta foi anunciada pela descoberta da leptina e a sua ausência num modelo genético de obesidade em roedor. À leptina seguiu-se a descoberta do factor-α da necrose tumoral, adiponectina, resistina e outras hormonas. Estas mudaram drasticamente a nossa visão do metabolismo do tecido adiposo e permitiram uma melhor compreensão dos mecanismos que ligam a obesidade com a diabetes tipo II, aterosclerose e outras doenças. 




Referências:
M B Katan, M V Boekschoten, W E Connor, R P Mensink, J Seidell, B Vessby, W Willett. Which are the greatest recent discoveries and the greatest future challenges in nutrition? European Journal of Clinical Nutrition (2009) 63, 2–10.

segunda-feira, 28 de março de 2011

1ª refeição da campanha Comer Bem é Mais Barato

O Live Well Nutrition apresenta a 1ª refeição da campanha Comer Bem é Mais Barato.


Aprenda a confeccionar uma refeição completa e equilibrada, do ponto de vista nutricional, pelo valor de 1€. 

Menú: Sopa de tomate e ervilhas + Açorda de pescada + Maçã + Copo de água = 1€

Sopa de tomate e ervilhas
Ingredientes para 4 pessoas:

80g de batata;
100g de cenoura;
100g de cebola;
140g de tomate;
40g de ervilhas;
20ml de azeite;



Modo de confecção:
  1. Descasque, lave e corte em pedaços a batata, a cebola, a cenoura e o tomate.
  2. Coloque todos estes ingredientes numa panela com água quente e temperada com pouco sal e deixe cozer em lume brando durante 1 hora.
  3. Depois de pronta, coloque o azeite e misture muito bem.
  4. Passe a sopa com a varinha mágica.
  5. À parte coza as ervilhas e adicione-as à sopa passada.

Açorda de pescada
Ingredientes para 4 pessoas:

300g de pescada;
40g de cebola;
20g de alho;
280g de pão de trigo;
20g de salsa picada;
100g de tomate;
100g de couve portuguesa;
40ml de azeite;

Modo de confecção:
  1. Coza a pescada e desfie-a em pedaços e reserve.
  2. Lave, descasque e pique a cebola, o alho, o tomate. Lave e pique a salsa bem fininha.
  3. Coloque numa panela estes ingredientes juntamente com o azeite e deixe refogar um pouco.
  4. Adicione um pouco de água e tempere com um pouco de pimenta e louro e deixe cozinhar.
  5. Junte a pescada aos bocados e deixe apurar um pouco o molho. 
  6. Adicione um pouco mais de água.
  7. Lave e corte a couve portuguesa às tiras fininhas, previamente cozida e junte ao preparado anterior, aproveitando a água de cozedura.
  8. Corte o pão em fatias e adicione-as e mexa até ficar bem envolvidas. Antes de servir polvilhe com um pouco de salsa.
Para sobremesa asse a maçã no forno com um pouco de canela. (cerca de 130g de maçã).

Esta receita é uma excelente fonte de Cálcio. 
As principais funções no organismo são: 
-Essencial para a constituição dos ossos e dentes;
-Auxilia os processos de coagulação do sangue e dos que permitem a actividade do sistema nervoso e contracção dos músculos.

Outras importantes fontes de cálcio: lacticínios, hortícolas de folha verde escura, ovos, peixe, frutos gordos (avelãs, nozes,...).




Uma campanha da APN juntamente com a Fundação Calouste Gulbeinken, Fundação EDP, SIC e DECO.


Referências:
Associação Portuguesa de Nutricionistas -http://www.apn.org.pt
DECO- http://www.deco.proteste.pt/alimentacao/leve-refeicoes-de-casa-para-o-trabalho-s638341.htm

Aprenda a poupar nas refeições do dia-a-dia.

Como poupar nas refeições do dia-a-dia?

Segundo um estudo feito pela DECO é possível poupar quase 100€ por mês, optando por realizar pequenas mudanças na sua alimentação. A mudança não passa apenas pelo que come mas, principalmente por onde come!

Se costuma tomar o pequeno-almoço, a merenda da manhã e a merenda da tarde fora de casa e fora do seu local de trabalho, opte por uma alternativa diferente. Ao preparar as refeições em casa e ao levá-las consigo poderá poupar cerca de 100€ por mês, segundo o estudo mencionado. 
A DECO estabelece, assim, um plano de poupança com vista numa alimentação mais saudável que o ajudará a reduzir gastos desnecessários à primeira vista mas que farão toda a diferença no final do mês.